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Arteterapia é a utilização de linguagens artísticas, predominantemente plásticas, de símbolos, metáforas e, de forma geral, da criatividade, em processos terapêuticos. A arte é uma expressão humana desde a Idade da Pedra, e como tal é uma necessidade tanto individual como social. Porém, funciona como terapia quando utilizada em um enquadre terapêutico. Por trabalhar com o criativo, lida com o novo e processos de criação artísticos, por envolverem os sentidos, o "fazer", são em geral muito revitalizantes e, às vezes, também relaxantes. Proporcionam a possibilidade de ver "o velho" com "um novo olhar" , de reconstruir de formas novas velhas percepções. Além disso, ao contrário dos sonhos, os trabalhos de arte são sempre surpreendentes para a pessoa que cria, que pode encontrar no trabalho que criou uma fonte de reflexão e auto-conhecimento. E neste sentido, a arteterapia facilita o encontro da pessoa com seu eu mais autêntico. W. Sebastião: Como surgiu a arteterapia? S. Ciornai: |
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Apesar de que o interesse pelos trabalhos de arte de pacientes psiquiátricos como elemento diagnóstico já vinha acontecendo na Europa, a Arteterapia surge como profissão nos EUA i.e., logo após a segunda guerra mundial, através do trabalho de Margareth Naumburg. Inicialmente professora de arte em escolas de vanguarda em Nova York, Naumburg, ao perceber como a arte ajudava as crianças e adolescentes em seus processos de desenvolvimento pessoal, interessou-se durante a década de 30 e 40 em explorar sua eficácia também no campo da psicoterapia e da psiquiatria, publicando sua primeira pesquisa em 1947. E desde então, este campo se desenvolveu e ramificou em várias linhas e escolas. W. Sebastião: Existe doenças para os quais a arte é especialmente recomendada? S.Ciornai: W. Sebastião: E existem artes particularmente "úteis" como terapia? S. Ciornai: W. Sebastião: Qual é o limite para a arteterapia? Pergunto porque há artistas que parecem se entregar a "doença". Ou, para o artista, a arte nada tem de terapia? S. Ciornai: W. Sebastião: Trabalho há muitos anos no setor de arte e cultura. E já ouvi dezenas de artistas dizerem que senão fizessem arte eles morreriam, enlouqueceriam etc. Descontando o que há de "retórica" na afirmação, pode-se ouvir nelas ecos da função terapêutica da arte?
S. Ciornai: Os objetivos desta série foram então, por um lado , fazer um registro deste nosso percurso , ou melhor dizendo, dos nossos "vários" percursos nestes 15 anos, pois a partir do eixo e da fundamentação teórica comum que nos identifica e caracteriza, cada profissional formado utilizou suas experiências, tanto prévias como atuais, assim como sua criatividade, no desenvolvimento de uma forma própria de trabalho, freqüentemente pioneira, em seu campo específico de atuação. A série "Percursos em Arteterapia" traz de forma didática tanto a fundamentação terapêutica e teórica básica que dá eixo e norteia a formação que damos (a parte sobre "Arteterapia Gestáltica" que consta do 1º volume da série) , como também suas aplicações em áreas diversas -- todas teoricamente fundamentadas ao mesmo tempo que ilustradas através de casos e exemplos práticos. O 1º volume, é constituído por 3 partes: "Arteterapia Gestáltica, Arte Psicoterapia e Supervisão em Arteterapia" ; o 2º volume por "Ateliê Terapêutico, Arteterapia no Trabalho Comunitário, Integrando Trabalhos Plásticos com Linguagens Expressivas e Arteterapia e História da Arte", e o 3º por "Arteterapia no Contexto Educacional, Psicopedagógico e de Saúde "
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